Definições sobre Druidismo

O druidismo é a tradição espiritual nativa das Ilhas Britânicas. Desenvolvendo-se por milênios desde os primeiros povos estabelecidos ali após a Era Glacial, era uma religião mágica pagã e hoje ela é, além disso, uma religião baseada na relação sagrada entre o indivíduo e os espíritos da Natureza, a paisagem e os ancestrais. Sua ética é baseada na honra – respeito profundo – pela vida em si, suas práticas são baseadas na busca de sabedoria por meio de uma relação inspirada de espírito para espírito, e na expressão da verdade através de uma vida vivida de forma plena e sagrada, com consciência criativa.
A awen é a energia da inspiração divina, o fluxo do espírito, a essência da vida em movimento. Ela é o fino poder da relação sagrada, o poder que transborda através do corpo e da alma quando espíritos se tocam, quando a vida é reconhecida, quando a experiência de um momento é compartilhada, quando a energia divina é trocada. Awen é o foco da profunda busca interna, é aquilo que todos procuramos enquanto tropeçamos pela vida, aquilo que nos traz sabedoria, clareza, liberdade, êxtase, alegria de estar vivo, simplesmente estar, uma presença tranqüila. É fogo na mente, frenesi poético, desejo de respirar, propósito completo em perfeita serenidade.
O símbolo da awen foi inventado pelo gênio e, ao mesmo tempo, “charlatão” da história do druidismo do século 19, Iolo Morganwg, como uma expressão do poder da awen, a essência do druidismo. Mais comumente desenhado com 3 círculos com 3 linhas embaixo, ele pode ser entendido como o Sol em 3 pontos: dos equinócios (o círculo do meio), do solstício de inverno (círculo à esquerda) e do solstício de verão (círculo à direita), e os 3 raios (linhas) são entendidos como os dons do Sol: os raios de luz, de calor, de inspiração, indicando um simbolismo de conhecimento, de guia, de sabedoria. Os círculos podem também ser entendidos como as 3 gotas de inspiração da lenda galesa de Cerridwen.
Existem muitas formas de druidismo hoje e a expressão desse caminho é tão diversa quanto o número de indivíduos que o praticam. Mas existem alguns princípios bastante amplos que sustentam os fios juntos em um laço comum, permitindo que as energias e as espiritualidades individuais se misturem e se associem para criar o que é reconhecido por muitos como druidismo. Esses princípios falam sobre o respeito pelos outros e pelo meio ambiente, sobre autoconhecimento e sobre reverenciar nossos deuses, quem quer que sejam eles, sejam quais sejam os nomes pelo quais os conhecemos. Druidismo é a conexão de espírito para espírito, com cada um de nós e com todos os seres vivos.
Os druidas reverenciam a Natureza e as mudanças de ciclo do ano, suas celebrações refletem isso. Seja celebrando em grupos (conhecidos como groves ou nemetons) ou individualmente, eles irão honrar essa relação tão mutável por meio do ciclo do ano. Esse ciclo – também conhecido como “roda do ano” – consiste em 8 festivais: Samhain (31/10), solstício de inverno, Imbolc (2/2), equinócio de primavera, Beltane (1/5), solstício de verão, Lammas/Lughnasadh (1/8) e equinócio de outono. De todos eles, o solstício de verão é o mais conhecido pelo público em geral, por sua relação com as celebrações em Stonehenge. Entretanto, devido ao enorme número de pessoas que freqüentam esse monumento ancestral na exata data do solstício, vários grupos druídicos optam por celebrar em outro dia, o mais próximo possível da data. Além disso, alguns grupos celebram as mudanças de ciclos da Lua também, com rituais de lua cheia e lua nova. Assim como celebram os ciclos das estações, muitos druidas estão envolvidos com trabalho ambientalista e com a proteção de nosso planeta.
| Uma torta para a noite de Samhain |
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Uma torta para a noite de Samhain
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"Se você falar com os animais, eles irão falar com você.
E assim, vocês conhecerão um ao outro.
Se você não falar com eles, não os conhecerá...
...E aquilo que você não conhece, você teme.
... E aquilo que se teme, se destrói.”
Encontrando seu Animal de Poder
Como escolhemos o nosso Animal de Poder? Primeiramente, não somos nós que escolhemos o nosso animal, e sim eles que nos escolhem e estabelecem uma ligação conosco. Os xamãs costumam encontrar seu animal de poder, através da dança ou uma visão.
Vocês devem estar perguntando, mas como manter contato com o meu animal? O que se segue agora é uma jornada xamânica verdadeiramente simples.
01 - Toque um tambor, ou coloque uma fita com a batida do tambor.
02 - Sente-se, feche os olhos e relaxe.
03 - Imagine um buraco na terra ou uma caverna.
04 - Inicie a jornada entrando no buraco ou caverna.
05 - Deixe uma paisagem aparecer na sua frente.
06 - Sinta um animal entrando nessa paisagem.
07 - Quando o animal aparecer, peça-o para que lhe diga as suas qualidades.
08 - Escute as respostas, o segredo maior do xamã é saber escutar e ver os sinais.
09 - Faça o caminho de volta até a abertura pela qual você entrou, e por fim agradeça-o pelas informações e comunicação.
Obs.: Não preocupe-se se não conseguir manter contato na primeira vez. Procure manter contato uma próxima vez. Quando estiver escutando o animal, não se preocupe em pensar que está inventando as respostas, isso é comum no início. Com a prática você irá sentir a diferença.

Os Celtas
A natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava.
As religiões primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.
A Voz da Floresta é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a veneração que os Celtas tinham pelas árvores.
Como uma representação do universo, as raízes das árvores habitam o solo, o conhecimento profundo da Terra. E o tronco une as raízes ao céu, trazendo este conhecimento à luz.
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Incensos | ||
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Absinto: Estimulante geral para o cansaço mental e físico. | ||
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Summerland Summerland é um termo geralmente empregado na wicca como referencia ao outro mundo para o qual as almas dos mortos se encaminham após a vida física. Pode ser visto como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos conhecidos ALEGRES CAMPOS DE CAÇA de algumas tradições dos nativos norte americanos. O summerland dos wiccanos existe no plano astral e é experimentado de modos diferentes por cada individuo, de acordo com a vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência. O período em que alguém permanece em summerland depende da habilidade do individuo de libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode fazer com que essa alma renasça na dimensão física. A existência em summerland permite a um individuo a oportunidade de estudar e compreender as lições da vida anterior e como estas se relacionam com outras vidas já passadas. Na teologia wiccana, este é conhecido como um período de descanso e recuperação. Uma vez encerrado este período de tempo, o plano elemental começa a atrair o individuo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize com seu á sua natureza espiritual naquele momento. A alma a reencarnar é então submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união sexual em curso na dimensão física. Segundo os ensinamentos misteriosos, um aborto natural ou natimorto indica uma alma que não mais precisava retornar a dimensão física, necessitando apenas uma breve imersão em matéria densa para equilibrar as propriedades elementais etéreas necessárias a seu corpo espiritual. A outra razão para tais ocorrências é que os pais precisavam aprender a lição da perda para a própria evolução espiritual, caso no qual isso foi possibilitado por uma alma que não necessitava mais de uma existência física. |
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Tradições Wiccanas | ||
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Tradição Gardneriana: Fundada por Geral Gardner na década de 1950 na Inglaterra. Essa tradição contribuiu muito para a Arte ser o que é hoje. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas Tradições é originária do Trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitas pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas ainda têm de ser verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas); porém, essa Tradição apoiou muitas Bruxas modernas.
Gerald B. Gardner é considerado “o avô” de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de Newforest, na Inglaterra, em 1939. em 1951, a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro Witchcraft Today, trazendo uma versão dos rituais e as Tradições do Coven pelo qual foi Iniciandos.
A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible), escrita por Janet e Stewart Farrar, como também muitos livros escritos por Doreen Valiente, têm base nessa Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.
Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir modernizar os rituais antigos da adoração a essa Deusa. Algumas vezes é chamada de Tradição Caledoniana ou Caledonii.
Bruxo Hereditário ou Tradição Familiar: Um bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro bruxo ou bruxos.
Os bruxos hereditários ou, como gosto de chamar, genéticos são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados).
A maioria dos Hereditários não aceita a infiltração de pessoas não-pertencentes à sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares “adotam” alguns membros, escolhidos “a dedo”, em seu segmento.
Bruxa de cozinha: Uma Bruxa prática, que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor “do forno e do lar”.
Seax Wicca ou Wicca Saxônica: Fundada em 1973 pelo autor prolífico Raymond Buckland, que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras dos Bruxos Solitários e auto-iniciados. Esses dois aspectos fizeram dela um caminho popular.
Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um bruxo solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de bruxos ecléticos é Solitária.
Tradição Strega: Começou ao redor da Itália em 1353. a história controversa sobre essa Tradição pode ser encontrada em muitos locais e livros. Aradia... Gospell of the Witches (Aradia... A Doutrina das Bruxas) é uma obra desse tipo.
Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam norueguês, fosso, islandês, sueco ou inglês e outros dialetos europeus que são considerados “idiomas germânico”. Um bruxo Teutônicos acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde esses dialetos se originaram.
Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa “nova” Tradição, que reúne ensinamentos de ambas as Tradições sob uma única insígnia.
Bruxaria Tradicional: Todo bruxo tradicional dará uma definição diferente para esse termo. Um bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo ou Wiccano e define os dois como cominhos muito diferentes. Um bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da Tradição, religiosidade e geografia de seu país.
Tradição Galesa de Gwyddonaid: Tradição Galesa Céltica da Wicca que adora o panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa. Árvore da Bruxa (Tree Witches) e propagou essa forma de trabalhar magicamente.
(Retirado do livro Wicca, A Tradição da Deusa de Claudiney Prieto)
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CRISTAIS
Cristais são minerais dotados de energias. Eles possuem um campo atômico e emitem um tipo de energia sutil inesgotável, usada para auxiliar na cura de doenças físicas e mentais.
Seu campo magnético é constante e, portanto, sua energia é inesgotável.
Muitas vezes, vemos pessoas que não deixam ninguém tocar em seus cristais. Essa postura, além de ser um tanto antipática e egoísta, é pura crença. A única coisa que pode acontecer é o cristal passar energia e beneficiar essa pessoa, o que faz parte da sua missão.
Depois, é só limpá-lo e energizá-lo e ele ficará melhor do que antes. A energia do cristal, quanto mais estimulada, mais se movimenta, ampliando sua intensidade.
Falar sobre os cristais, os tipos de cristais descobertos até hoje, suas propriedades, as formas com que se apresentam, os benefícios que podemos receber deles, sua composição, sua atualização e todas as formas de utilizá-los, é um assunto inesgotável. Aqui, daremos apenas uma breve explicação sobre as propriedades de alguns cristais que são encontrados facilmente e ensinaremos uma proteção para ambientes feita com os cristais em um vidro com água. Com certeza, será uma proteção muito bem-vinda em sua casa.
Propriedades dos Cristais
Ametista: sua energia combate o alcoolismo, tristeza, mágoa e depressão. É considerada como o cristal da paz, pois propicia paz e bons pensamentos, sensitividade, protegendo-nos de ladrões e ferimentos.
Citrino amarelo: atua nos órgãos do plexo solar, combatendo fraquezas musculares. No campo emocional, combate as fraquezas mentais e instintos auto-destrutivos, promovendo equilíbrio e ajudando na área profissional. É muito usado em rituais para prosperidade.
Granada: trabalha com a sexualidade e reforça a energia física. Desenvolve a auto-percepção, a coragem e o magnetismo. Repele as energias negativas dos chakras.
Hematita: muito boa para a regeneração de tecidos e distúrbios do sangue. Proporciona tranqüilidade e divinação. Elimina doenças do corpo e estimula desejos.
Quartzo azul: atua na área da garganta e boca. É considerado o cristal da comunicação e da tranqüilidade, pois proporciona equilíbrio da comunicação e expressão.
Quartzo rosa: auxilia no tratamento de doenças dos órgãos do tórax, reduz rugas e estimula os glóbulos vermelhos. É considerado o cristal do amor, expressão pessoal e artística, aumenta a auto-estima.
Quartzo verde: trabalha com o timo, propicia recuperação geral e resistência imunológica. Traz equilíbrio, calma, centramento, saúde e prosperidade.
Quartzo transparente: energizador e excelente em trabalhos para curas em geral. Atua no sistema límbico, auxiliando na cura das doenças psicossomáticas. É considerado um "cristal curinga", porque tranforma as energias.
Sodalida: trabalha com a visão e a audição. Reforça a auto-estima, auto-confiança, a percepção, auxiliando o desenvolvimento da terceira visão e da intuição. Muito bom para ser usado em meditações, pois colabora com o crescimento espiritual e traz sabedoria.
Turmalina negra: muito usada em casos de artrite, reumatismo e doenças coronárias. Combate a ansiedade e a desorientação. Traz proteção e centramento.
Pirita: regida por Marte, propicia dinheiro, divinação e sorte. Muitos consideram a pirita como metal. Este cristal é o famoso "ouro de tolo", porque, na sua forma bruta, parece com o ouro. Traz sorte, dinheiro e capacidade mental.
Como limpar e energizar os cristais
Para limpar os cristais, basta lavá-los em água corrente ou passá-los na fumaça do incenso.
A energização poderá ser feita colocando-os em um recipiente de cerâmica, vidro ou pedra com água e expô-los aos raios do sol ou da Lua Nova, Cheia ou Crescente.
Colocá-los na chuva também é excelente para a energização.
Muitos usam a água com sal grosso na energização. Mas este método altera o aspecto de certos cristais que têm metal em sua composição, como, por exemplo, a pirita.
Pote de proteção
Material:
. um pote de vidro ou um copo de vidro
. nove cristais a sua escolha
. água
Modo de fazer:
Coloque os nove cristais no pote de vidro com água que cubra os cristais. Coloque seu pote de proteção no lado direito da entrada de sua casa, escritório ou estabelecimento comercial.
Troque a água para limpeza e energização uma vez por semana ou quando sentir que as energias do local estão muito densas.
Stonehenge
Obra dos primitivos povos britânicos, Stonehenge é um exemplo clássico das civilizações megalíticas. Cientistas afirmam que Stonehenge foi construído entre os anos 2800 e 1100 a . C., em três fases separadas: 1ª Fase : (Morro Circular), que conhecemos como o círculo externo de Stonehenge e dos três círculos de buracos, cinqüenta e seis ao todo, que cercam o monumento.
As quatro "pedras de estação" que se supõe terem sido utilizadas como um Observatório Astronômico, o objetivo aparente seria observar o nascer e o por do Sol e da Lua, visando elaborar um calendário de estações do ano. 2ª Fase : que iniciou em 2100 a . C., houve a construção do duplo círculo de pedras, em posição vertical no centro do monumento, bem como da larga avenida que leva a Stonehenge e da margem externa das planícies cobertas de grama que o rodeiam.
Na Terceira e última fase, o duplo círculo de pedras foi separado e reconstruído, sendo erguidos muitos dos trílitos.
Ao meditar sobre os mistérios de Stonehenge, vale lembrar que, naquela época, diferentes tribos e autoridades contribuíram para a construção de Stonehenge. Cada um pode ter tido objetivos diferentes para construir o monumento.

Os saxões chamavam ao grupo de pedras erectas "Stonehenge" ou "Hanging Stones" ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como "Dança de Gigantes".
Novos construtores edificaram uma avenida de monólitos que ligava Stonehenge ao rio Avalon a cerca de 3,2 Km de distância. Stonehenge sobreviveu e a sua magia nunca desapareceu. Atribui-se ao mago Merlim o levantamento das pedras, enquanto que a população local acreditou por muitos anos que as pedras tinham poder curativo que, quando transferidos para a água, conseguiam curar todo o tipo de doenças.
Durante séculos, Stonehenge foi cenário de reuniões de camponeses e nos últimos 90 anos os "Druidas" modernos celebraram aqui o solstício de Verão. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que aí tem lugar. Mas em 1985 as autoridades proibiram tanto a vinda dos Druidas como o festival em si, receosas de que as pedras, assim como a paisagem circundante, possam ser danificadas
Os Arqueólogos, no entanto, ainda consideram a hipótese de uma construção religiosa...
Acredita-se que Stonehenge e outros sítios megalíticos hajam sido construídos pelos antepassados dos Druidas deste milênio, por acreditarem que fossem lugares de grande força para concretizarem seus rituais...em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.
A datação pelo carbono-14 mostra que aquelas construções são anteriores à fase clássica do Druidismo. Isto é verdade pois foram construídos logo depois da chegada dos Atlantes. Na realidade foram construídos, e ainda existem centenas de círculos de pedra especialmente na Bretanha e na Escócia.

Megálito
Do grego: mega = grande, lithós = pedra, de modo que megálitos são grandes monumentos de pedra. Eles podem representar linhas fechadas ( circulares, elípticas, ovóides, etc), alinhamentos retilíneos, ou empilhamentos como as pirâmides egípcias, chinesas e centro-americanas. Eles estão espalhados pelo mundo inteiro: Europa, China, América do Norte e Norte da África sendo os locais mais importantes.
Dentre os megálitos, os mais famosos são a Grande Pirâmide de Khufu e Stonehenge.
Tanto sobre a pirâmide de Khufu como sobre Stonehenge foram escritos milhares de livros. Isso não é por acaso. A maioria dos historiadores da Antiguidade diria que esses monumentos estão entre as maravilhas do Mundo Antigo.
Stonehenge é um megálito formado por círculos concêntricos de pedras (algumas com 45 toneladas e 5 metros de altura), construído na planície de Salisbury, na Grã Bretanha.
Existe evidência arqueológica que nos permite afirmar que havia atividade humana no local há mais de 10 000 anos. Contudo, o megálito propriamente dito só foi iniciado c. 2 100 AC, tendo sido construído em três etapas, entre 2 100 AC e 1600 AC. Para ter uma idéia mais clara de seu plano arquitetônico.
Não se sabe quem construiu Stonehenge, sendo que a teoria popular de que teriam sido os druídas está hoje refutada, pois o monumento foi concluído 1 000 anos antes de os druídas tomarem o poder. Contudo, os arqueólogos notaram a quase total ausência de lixo no local e isso é indicador de que o local era solo sagrado.
Quanto aos propósitos da construção de uma obra tão difícil para os meios da época é o que passaremos a tratar.
Stonehenge (em Salisbury, sudoeste da Inglaterra) também é palco dos misteriosos Círculos Ingleses.
Alguns pesquisadores passaram a tentar encontrar algumas explicações naturais para desvendar o mistério dos Círculos Ingleses, como fenómenos climáticos inusitados, casualidades meteorológicas e outras hipóteses mais complexas. Esses desenhos (círculos ingleses) costumam aparecer freqüentemente em plantações de trigo, soja, cevada e milho. E esses cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais rápido (cerca de 40% mais rápido) no interior dos desenhos do que aqueles mais próximos das bordas.
Importância de Stonehenge para a História da Matemática
A maior parte dos historiadores que estudaram Stonehenge afirma que o mesmo era usado como uma calculadora de pedra, um verdadeiro computador megalítico com o objetivo de prever o nascimento do Sol e da Lua no solstício e no equinócio. Contudo, existem historiadores que não aceitam os argumentos e dados associados e apresentam outras explicações para a construção desse monumento.
Fim
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Avalon ou Glastonbury

Castelos e fortificações de pedra compõem boa parte da paisagem da Inglaterra rural. Em muitos deles, a passagem do Rei Arthur e de seus leais cavaleiros da Távola Redonda com seus feitos nobres deixou marcas, ajudando a construir suas histórias.
Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.
Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.
Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro. O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência.
Segundo pesquisadores, Avalon ainda pertencia ao mundo, a comunidade de lá convivia pacificamente com os cristãos, que ali chegaram pedindo abrigo. Foram acolhidos com a condição de que não interferissem nos cultos e nas tradições antigas. Diz-se que padre José de Arimatéia levou o cálice Graal contendo o sangue de Jesus para a ilha de Avalon (Glastonbury com seus pântanos atualmente drenados).
Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais. Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.
Entretanto, com o passar do tempo, os padres (não José de Arimatéia, que se “dizia”, teria uma concepção contrária de outros padres) começaram a ver os cultos pagãos como profanos, dizendo que em seus rituais o demônio era adorado, condenando-os. Muitas comunidades pagãs foram destruídas, e a partir de 391, com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, as perseguições tornaram-se maiores e os cultos pagãos foram totalmente proibidos.
Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Reino Encantado, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.
Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.
A Deusa, uma divindade da mãe-terra reverenciada pelas sociedades primitivas em muitas partes do mundo, aparentemente teve seus seguidores na Inglaterra. Em Silbury Hill há uma enorme colina perto de Stonehenge, que teria representado o ventre da deusa grávida. Para erguê-la, seus construtores teriam feito um esforço prodigioso, arrastando cerca de 36 milhões de cestas cheias de terra, durante 15 anos.
A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria: Dowsers afirma que ela emite fortes vibrações. Com quase 40 metros de altura, uma estrutura artificial pré-histórica que alguns historiadores acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe. O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.
A 1,50 quilômetro a leste de Glastonbury, ergue-se a mais de 150 metros de altitude outra colossal gravidez da terra, o Tor, um cone extraordinário, visível de todas as direções em um raio de mais de 30 quilômetros.
Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.
O Tor é coroado pela torre em ruínas de uma igreja dedicada a São Miguel, um célebre caçador de dragões e inimigo dos espíritos do mal.
Os monges medievais erigiram a igreja com o intuito de cristianizar o local e erradicar seus vínculos com reis e deuses pagãos.
O que na minha opinião, este tipo de estratégia nunca funcionou, pois a fé está dentro de nossos corações, em nossos pensamentos e a natureza é a nossa razão principal, não serão templos erguidos pelas mãos de mortais que irão fazer de nós pessoas boas ou ruins.
Cito aqui uma mensagem que tive o prazer de ler no livro da Marion (As Brumas de Avalon) em que diz: Morgana fala...
A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...
Segundo uma lenda celta, a entrada para Annwn, a morada subterrânea das fadas, pode ser encontrada através de túneis e câmaras naturais localizadas debaixo do Tor. Seria através desse portal que Gwynn ap Nudd, rei das fadas, teria partido em caçadas selvagens para encontrar e roubar os espíritos dos mortos.
O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. “Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.
Uma tradição milenar relata também que está em Glastonbury (antiga Ilha de Avalon) o Poço do Cálice Sagrado (Chalice Well), onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. O poço fica nas proximidades da colina de Tor.
É um lugar muito apreciado para meditação. De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais. O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço.
Esta é realmente vermelha. Segundo cientistas, devido ao alto teor de ferro no solo. Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.
Enfim, Glastonbury é um berço sagrado que abriga muitos mistérios...
Awen
Fim
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